10 de mai de 2012

“Mentes pensadoras de Pimenta Bueno” por Omégeni Ramos

A história conta que o Cel. Rondon batizou por "Pimenta Bueno" uma das estações telegráficas por ele implantada na região de "Rondônia", em homenagem a Francisco Antônio Pimenta Bueno, filho do Dr. José Antônio Pimenta Bueno, Marquês de São Vicente.

Não achei na história que o homenageado era produtor de pimenta (condimento), seja de cheiro, do reino ou qualquer outro tipo; mas sim que o mesmo era coronel de primeira classe do exército brasileiro.

Você deve estar se perguntando onde quero chegar?

Vamos aos fatos!

Recentes boatos locais afirmam que algumas “mentes pensadoras” querem usar uma pimenta (condimento) em um monumento, estátua ou algo similar, para ser usado como símbolo que represente a nossa cidade.

Vamos analisar: A cidade de Pimenta Bueno é conhecida por produção de pimenta (condimento)?

É perceptível que não! Então quais motivos justificariam a utilização de uma pimenta (condimento) enquanto símbolo representativo de nosso município?

Faça-me um favor “mentes pensadoras”: sejam mais plausíveis e menos fúteis!

Há muitos anos a cidade de Pimenta Bueno era chamada de “Princesinha da BR 364”, fato este deturpado pelas sucessivas “in” gestões da “coisa” pública municipal.

Partindo-se do pressuposto de que até então a imagem do encontro dos Rios Barão do Melgaço e Pimenta Bueno é usada como símbolo representativo de nossa cidade, alguns fatos nos fogem a compreensão.

Como, por exemplo, o monumento que foi colocado na Praça dos Pioneiros. Sempre houve a percepção de que o encontro dos rios tinha a forma de um (Y) e no monumento esse (Y) é apresentado de cabeça para baixo. Certo de que deve existir um motivo lógico, proponho-me a averiguar e informar a você, caro leitor.

A nossa querida cidade de Pimenta Bueno teve sua imagem divulgada negativamente a nível estadual, nacional e internacional em virtude de uma obra pública que demorou mais de seis anos para ser concluída; nossa cidade se tornou motivo de chacota por causa dos viadutos, hoje concluídos.

Mesmo com péssimas administrações, o município vem se desenvolvendo graças a empresários que sempre acreditaram e continuam investindo cada vez mais em seus empreendimentos, fazendo com que o município de Pimenta Bueno seja conhecido e reconhecido pela sua capacidade de geração e distribuição de riquezas (foco econômico).

Hoje a cidade de Pimenta Bueno é conhecida, inclusive a nível internacional, por ter uma empresa montadora e fabricante de bicicletas; também por ocasião da existência de um Pólo de Indústrias de Confecções; o Pólo Cerâmico que sempre movimentou a economia local vem se especializando cada vez mais; o setor da Pecuária em pleno desenvolvimento; o artesanato local; a distribuidora de água mineral; bem como a piscicultura com laboratório de alta tecnologia; setor metalúrgico em plena expansão e dentre outros ramos que elevam o nível de reconhecimento do nome da nossa cidade e o fazem despontar positivamente nos diversos cenários da sociedade.

Porque essas “mentes pensadoras” não usam as riquezas disponíveis e as transformam em um símbolo que verdadeiramente possa sim, ser a forma de representar a nossa querida cidade?

É incompreensível: o que uma pimenta (condimento) tem haver com nossa cidade? Faça-me um favor “mentes pensadoras”.

O que acabei de passar através desse texto para você leitor, são apenas comentários, mas o que me deixou impressionado é que esse possível símbolo, uma pimenta (condimento) seria usado em um grande evento que será realizado no próximo mês em nossa querida cidade.

Tomara que essas “mentes pensadoras” não levem a frente essa “idéia de jerico” que não tem nada haver com nossa história ou realidade.

Sugestão

Deveria ser feito um concurso englobando todas as nossas riquezas, seja natural ou industrial para saber de verdade o que usar como símbolo de Pimenta Bueno.
Um exemplo é o concurso que foi feito para a escolha do Hino de Pimenta Bueno que hoje muito nos orgulha.
Cada um tem a sua forma de pensar, essa é a minha, mas estou aberto a sugestões e opiniões.

Omégeni Ramos

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